Aquário — Ganimedes e o Aguadeiro dos Deuses

Na mitologia greco-romana, o signo de Aquário está tradicionalmente associado a Ganimedes, um jovem príncipe troiano de extraordinária beleza que foi levado ao Olimpo para servir como copeiro dos deuses.
Ganimedes era filho de Tros, rei de Troia, e descendia de uma linhagem de reis lendários. Sua beleza chamou a atenção de Zeus, o soberano dos deuses gregos, que, segundo uma das versões mais conhecidas do mito, enviou uma águia para buscá-lo — ou assumiu ele próprio a forma dessa ave.
Conduzido ao Olimpo, Ganimedes passou a servir néctar aos deuses, a bebida divina associada à imortalidade. Em reconhecimento à sua importância, Zeus concedeu a seu pai cavalos magníficos como compensação por sua partida.
Na tradição romana, Zeus corresponde a Júpiter, e Ganimedes manteve sua função de servir a bebida aos deuses. A imagem do jovem derramando água de uma jarra, porém, tornou-se a representação mais conhecida do signo de Aquário.
A constelação de Aquário
A associação entre Ganimedes e o céu foi consolidada na tradição astronômica antiga. Sua figura passou a ser representada entre as constelações como o Aguadeiro, aquele que derrama o conteúdo de sua jarra.
Embora hoje o signo seja simbolizado pela água, Aquário pertence ao elemento Ar na astrologia. Isso acontece porque seu simbolismo não se limita ao líquido em si, mas também pode ser interpretado como a circulação e a transmissão de algo que alimenta a vida coletiva.
Significado simbólico
A figura de Ganimedes pode ser interpretada como a do portador de um bem destinado a todos. A água derramada por Aquário representa, simbolicamente, a difusão do conhecimento, das ideias e dos recursos que contribuem para a renovação da sociedade.
Assim, o Aguadeiro tornou-se uma imagem associada à partilha, à fraternidade e à capacidade de levar algo novo à humanidade.
Na mitologia de Aquário, o gesto de derramar água pode ser compreendido como a passagem de um bem precioso das mãos de um indivíduo para o mundo coletivo.

