Deus e a Humanidade

16/09/2026 22:08

 

 

A ideia da perfeição é Deus.

Da ideia de perfeição nasce a humanidade,

e o espírito evolui sobre esse eixo:

Entre o que foi ideia e o que dela se manifestou.

 

De Deus nasce a humanidade,

Porque Deus é a própria ideia da perfeição.

Do desejo de manifestar Deus no plano material nasce o formato homem.

Humanidade é o particular espiritual de cada homem

 

Para Deus se manifestar, ele se fragmenta nas infinitas humanidades.

Todas juntas formam o Deus, então todos somos Um.

Para voltar a ser Deus, a humanidade precisa se tornar novamente completa,

então, na busca de se completar reúne em si os pedaços das outras humanidades.

E novamente todos somos Um, e o Um se torna Deus

 

Só fragmentado Deus pode se distribuir pelo vazio infinito do plano manifesto.

Portanto a perfeição é fragmentada e escondida nos vazios da nossa realidade.

E só assim a nossa realidade manifesta é possível.

E só por isso a nossa realidade manifesta é possível.

 

Porque a perfeição se esconde no macro e no micro da realidade,

E nós homens, só conseguimos captar sensorialmente o universo intermediário de realidade,

Por isso a perfeição manifesta assusta nossos olhos,

Da mesma forma que o excesso de luz cega nossas vistas da carne.

 

O homem não foi feito para detectar a perfeição.

Mas é permitido a humanidade que mora em cada homem

Transcender o formato e alcançar com a mente a perfeição

E diante da perfeição a humanidade percebe que também faz parte do plano,

E assim transporta o homem ao micro e ao macro da realidade,

Descobrindo o que para Deus sempre foi o óbvio:

O homem também é a perfeição!

Então tudo muda, sem que com isso, nada saia do lugar.

E Deus continua morando onde sempre morou,

Só que agora o homem se vê como pouso.

 

Se Deus fosse um quebra-cabeças,

a humanidade seria a característica particular de cada peça.

Deus é Deus porque cedeu a oportunidade de formar uma imagem completa,

para poder manifestar as peças.

Quando se organiza as peças formando a imagem,

Já não é mais um quebra-cabeças, é uma obra de arte.

Para se ter o quadro, abre-se mão das peças,

Para se ter as peças, abre-se mão do quadro.

E, no entanto, todo o conjunto é ao mesmo tempo quadro e peças:

Dois planos de uma mesma realidade,

Que se complementam pelo inverso da existência entre um aspecto e outro.

 

Como dois amantes que se tocam através do vazio,

E se beijam através de outras bocas,

É a renúncia da concretização tornando possível o caminhar da história.

 

 

Trecho tirado do livro Ciência Espiritual 1: Anatomia do Psiquismo Humano