Deus e a Humanidade
A ideia da perfeição é Deus.
Da ideia de perfeição nasce a humanidade,
e o espírito evolui sobre esse eixo:
Entre o que foi ideia e o que dela se manifestou.
De Deus nasce a humanidade,
Porque Deus é a própria ideia da perfeição.
Do desejo de manifestar Deus no plano material nasce o formato homem.
Humanidade é o particular espiritual de cada homem
Para Deus se manifestar, ele se fragmenta nas infinitas humanidades.
Todas juntas formam o Deus, então todos somos Um.
Para voltar a ser Deus, a humanidade precisa se tornar novamente completa,
então, na busca de se completar reúne em si os pedaços das outras humanidades.
E novamente todos somos Um, e o Um se torna Deus
Só fragmentado Deus pode se distribuir pelo vazio infinito do plano manifesto.
Portanto a perfeição é fragmentada e escondida nos vazios da nossa realidade.
E só assim a nossa realidade manifesta é possível.
E só por isso a nossa realidade manifesta é possível.
Porque a perfeição se esconde no macro e no micro da realidade,
E nós homens, só conseguimos captar sensorialmente o universo intermediário de realidade,
Por isso a perfeição manifesta assusta nossos olhos,
Da mesma forma que o excesso de luz cega nossas vistas da carne.
O homem não foi feito para detectar a perfeição.
Mas é permitido a humanidade que mora em cada homem
Transcender o formato e alcançar com a mente a perfeição
E diante da perfeição a humanidade percebe que também faz parte do plano,
E assim transporta o homem ao micro e ao macro da realidade,
Descobrindo o que para Deus sempre foi o óbvio:
O homem também é a perfeição!
Então tudo muda, sem que com isso, nada saia do lugar.
E Deus continua morando onde sempre morou,
Só que agora o homem se vê como pouso.
Se Deus fosse um quebra-cabeças,
a humanidade seria a característica particular de cada peça.
Deus é Deus porque cedeu a oportunidade de formar uma imagem completa,
para poder manifestar as peças.
Quando se organiza as peças formando a imagem,
Já não é mais um quebra-cabeças, é uma obra de arte.
Para se ter o quadro, abre-se mão das peças,
Para se ter as peças, abre-se mão do quadro.
E, no entanto, todo o conjunto é ao mesmo tempo quadro e peças:
Dois planos de uma mesma realidade,
Que se complementam pelo inverso da existência entre um aspecto e outro.
Como dois amantes que se tocam através do vazio,
E se beijam através de outras bocas,
É a renúncia da concretização tornando possível o caminhar da história.
Trecho tirado do livro Ciência Espiritual 1: Anatomia do Psiquismo Humano
