Glossário da Astrologia

Quem começa a estudar Astrologia logo encontra uma série de palavras que podem parecer estranhas à primeira vista. Cúspide, zênite, nadir, efemérides, retrogradação, trânsito... Afinal, o que todos esses termos significam?
Este glossário reúne alguns dos principais termos utilizados na Astrologia, especialmente aqueles que aparecem com frequência na interpretação de um mapa astral.
Mapa astral ou mapa natal: É a representação simbólica da posição dos astros no céu no momento e no local do nascimento de uma pessoa. A partir dele são observados os signos, planetas, casas e outros pontos utilizados pela Astrologia.
Zodíaco: É a faixa do céu utilizada como referência para localizar os planetas e outros pontos do mapa. Na Astrologia ocidental, o zodíaco é dividido em 12 signos, cada um ocupando 30 graus, totalizando 360 graus.
Signo: É uma das 12 divisões do zodíaco: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.
Na interpretação astrológica, o signo indica a maneira ou característica pela qual um planeta ou ponto do mapa se manifesta.
Grau: O zodíaco possui 360 graus e cada signo ocupa 30 deles. Assim, a posição de um planeta pode ser indicada pelo signo e pelo grau em que se encontra.
Por exemplo: Sol a 10° de Libra significa que o Sol está localizado no décimo grau do signo de Libra.
Minuto e segundo de arco: O grau pode ser dividido em unidades menores. Um grau possui 60 minutos de arco e cada minuto possui 60 segundos de arco.
Essas divisões permitem indicar com maior precisão a posição dos planetas e dos pontos do mapa.
Casa astrológica: O mapa astral também é dividido em 12 casas. Cada uma representa uma área da experiência humana, como identidade, recursos, comunicação, família, trabalho, relacionamentos, carreira e vida social. Enquanto o signo indica características e maneiras de expressão, a casa mostra a área da vida em que determinada energia se manifesta.
Cúspide: Cúspide é o ponto que marca o início de uma casa astrológica. Cada uma das 12 casas possui uma cúspide. A cúspide da Casa 1 é especialmente importante porque corresponde ao Ascendente.
É comum ouvir alguém dizer que um planeta está “na cúspide” de uma casa quando ele está localizado próximo ao início daquela casa.
Ascendente — ASC: É o signo que estava surgindo no horizonte leste no momento do nascimento. Ele corresponde à cúspide da Casa 1 e é um dos quatro principais ângulos do mapa. Na Astrologia, está relacionado à maneira como a pessoa se apresenta ao mundo, à sua expressão pessoal e à forma como inicia suas experiências.
Descendente — DSC: É o ponto exatamente oposto ao Ascendente e corresponde à cúspide da Casa 7. Está associado ao campo das relações com o outro, especialmente aos relacionamentos e às parcerias.
Ascendente e Descendente formam um eixo: enquanto o Ascendente representa o polo individual, o Descendente representa o encontro com o outro.
Meio do Céu — MC: O Meio do Céu, representado pela sigla MC, é um dos quatro ângulos do mapa e corresponde à cúspide da Casa 10. É tradicionalmente relacionado à carreira, à realização, à posição social, à vida pública e à imagem que uma pessoa constrói no mundo.
Fundo do Céu — FC: O Fundo do Céu, representado pela sigla FC, é o ponto oposto ao Meio do Céu e corresponde à cúspide da Casa 4. Está relacionado às raízes, à família, à vida privada, à origem e à base sobre a qual a pessoa constrói sua vida.
MC e FC também formam um eixo: um representa a direção da vida pública e o outro, a base pessoal e familiar.
Ângulos: Os quatro ângulos do mapa são:
- Ascendente (ASC) — Casa 1
- Descendente (DSC) — Casa 7
- Meio do Céu (MC) — Casa 10
- Fundo do Céu (FC) — Casa 4
Eles formam os principais eixos do mapa astral.
Zênite: Zênite é um termo da Astronomia que designa o ponto do céu exatamente acima da cabeça do observador.
Por representar o ponto mais alto do céu em relação ao observador, o conceito de zênite ajuda a compreender a ideia associada ao ponto culminante do mapa. Em muitos contextos astrológicos, o Meio do Céu é relacionado a essa região de maior elevação.
Nadir: Nadir é o ponto exatamente oposto ao zênite: é a direção abaixo do observador, na esfera celeste. Na linguagem astrológica, o conceito se relaciona ao polo oposto ao ponto mais alto do céu e pode ser associado ao Fundo do Céu.
Eixo: Um eixo é formado por dois pontos opostos do mapa. Alguns dos principais são:
- Ascendente–Descendente: eu e o outro.
- Fundo do Céu–Meio do Céu: raízes e vida pública.
- Casa 2–Casa 8: recursos próprios e recursos compartilhados.
- Casa 3–Casa 9: conhecimento próximo e conhecimento ampliado.
- Casa 5–Casa 11: expressão pessoal e participação coletiva.
- Casa 6–Casa 12: cotidiano e mundo interior.
Os eixos ajudam a compreender a relação entre áreas complementares da vida.
Regência: Na Astrologia, cada signo possui um planeta considerado seu regente. Por exemplo, Marte é tradicionalmente associado à regência de Áries, Vênus à de Touro e Libra, Mercúrio à de Gêmeos e Virgem, e assim por diante.
A regência é utilizada para estabelecer relações entre signos, planetas e casas durante a interpretação do mapa.
Domicílio: Domicílio é o nome dado à posição de um planeta no signo que ele rege.
Por exemplo, Marte em Áries está em seu domicílio, segundo a Astrologia tradicional, porque Áries é um dos signos regidos por Marte.
Exaltação: Exaltação é uma dignidade astrológica tradicional. É uma posição zodiacal na qual se considera que determinado planeta possui condições especialmente favoráveis para expressar suas características.
Assim como o domicílio, a exaltação faz parte das chamadas dignidades essenciais da Astrologia.
Retrogradação: Quando observados da Terra, alguns planetas parecem, em determinados períodos, deslocar-se para trás no zodíaco.
Esse movimento é chamado de retrogradação. Trata-se de um movimento aparente, produzido pela relação entre os movimentos orbitais da Terra e dos outros planetas, e não de uma inversão real da órbita do planeta.
Movimento direto: É a denominação utilizada quando um planeta apresenta seu movimento aparente habitual no sentido do zodíaco. É o movimento oposto à retrogradação.
Trânsito: Trânsito é a posição atual de um planeta ou outro corpo celeste em relação a determinado mapa natal.
Por exemplo, quando se observa onde Saturno está hoje e se compara essa posição com o mapa de nascimento de uma pessoa, estamos analisando um trânsito.
Efemérides: Efemérides são tabelas que registram as posições dos corpos celestes em determinados momentos.
Antes dos programas de computador, as efemérides eram uma das principais ferramentas utilizadas pelos astrólogos para calcular mapas. Atualmente, os programas fazem esses cálculos automaticamente, mas as efemérides continuam sendo importantes como fonte de referência.
Conjunção: Conjunção é o nome dado à proximidade entre dois ou mais planetas ou pontos do mapa, geralmente quando estão na mesma região do zodíaco. É um dos principais aspectos utilizados pela Astrologia.
Aspecto: Aspecto é a relação angular estabelecida entre dois ou mais pontos de um mapa astral. Existem diferentes tipos de aspectos, como conjunção, oposição, quadratura, trígono e sextil.
Os aspectos constituem um campo específico da interpretação astrológica e, por isso, podem ser estudados separadamente com maior profundidade.
Planeta angular: Um planeta é chamado de angular quando está localizado próximo de um dos quatro ângulos principais do mapa: Ascendente, Descendente, Meio do Céu ou Fundo do Céu.
Esses quatro pontos são considerados especialmente importantes na estrutura do mapa.
Casa interceptada: Em alguns sistemas de divisão das casas, pode acontecer de um signo inteiro ficar contido dentro de uma casa sem aparecer na cúspide de nenhuma casa.
Quando isso acontece, diz-se que esse signo está interceptado. É uma característica que depende do sistema de casas utilizado e da localização geográfica e horário do nascimento.
Sinastria: Sinastria é a comparação entre dois mapas astrais.
É muito utilizada para estudar a dinâmica entre duas pessoas, podendo ser aplicada a relacionamentos amorosos, familiares, amizades ou relações profissionais.
Revolução Solar: A Revolução Solar é um mapa calculado para o momento em que o Sol retorna à mesma posição zodiacal que ocupava no nascimento. É utilizada pela Astrologia para analisar o período entre um aniversário e o seguinte.
Retorno: Retorno é o momento em que um planeta volta à mesma posição zodiacal que ocupava no mapa natal.
O retorno mais conhecido é a Revolução Solar, que acontece quando o Sol retorna à sua posição natal. Outros planetas também possuem seus próprios ciclos de retorno.
Eclíptica: A eclíptica é o caminho aparente que o Sol percorre no céu ao longo do ano, visto da Terra. Na Astrologia, o zodíaco é organizado ao redor dessa referência, e as posições dos planetas são tradicionalmente indicadas em relação à eclíptica.
Latitude e longitude celestes: São sistemas utilizados para localizar um corpo celeste na esfera celeste.
A longitude celeste indica a posição ao longo da eclíptica e é especialmente importante para a construção do mapa astrológico. A latitude indica a distância do corpo celeste em relação à eclíptica.
Orbe: Orbe é a margem de distância angular considerada para que um aspecto entre dois pontos do mapa seja reconhecido.
Por exemplo, um aspecto pode ser considerado mesmo quando os planetas não estão exatamente no grau correspondente ao aspecto exato, dependendo da orbe adotada.
Signo natal: É o signo em que um determinado planeta ou ponto estava localizado no momento do nascimento. Quando dizemos, por exemplo, que uma pessoa tem “Sol em Libra”, estamos nos referindo ao signo natal ocupado pelo Sol.
Casa natal: É a casa astrológica ocupada por um planeta ou ponto no mapa de nascimento.
Enquanto o signo ajuda a descrever como determinada energia se manifesta, a casa indica onde, ou em qual área da vida, ela tende a atuar.
Mapa natal e céu atual: É importante não confundir o mapa natal com a posição atual dos planetas.
O mapa natal representa um momento específico: o nascimento. Já o céu está em movimento contínuo. Por isso, os astrólogos podem comparar o mapa natal com as posições atuais dos planetas, chamadas de trânsitos.
Para concluir
A Astrologia possui uma linguagem própria, construída ao longo de muitos séculos. Conhecer seus principais termos facilita a leitura de um mapa astral e permite compreender melhor textos, consultas e estudos astrológicos.
Não é necessário memorizar tudo de uma vez. Aos poucos, palavras como cúspide, Ascendente, Meio do Céu, trânsito e retrogradação deixam de parecer termos complicados e passam a fazer parte naturalmente da linguagem de quem estuda Astrologia.
