Pallas

Pallas, ou 2 Pallas, é um asteroide real, localizado no cinturão principal, entre Marte e Júpiter. Foi descoberto em 28 de março de 1802 por Heinrich Wilhelm Olbers, sendo o segundo asteroide descoberto, depois de Ceres.
É um dos maiores objetos do cinturão de asteroides, com cerca de 513 km de diâmetro segundo os dados atuais do JPL. Sua órbita é bastante inclinada em relação ao plano da eclíptica — cerca de 35° — uma característica particularmente interessante. Seu período orbital é de aproximadamente 4,6 anos.
Outra peculiaridade: Pallas é um objeto relativamente grande, mas nunca foi visitado por uma nave espacial. Estudos de observação mostram uma superfície bastante marcada por crateras e uma história de colisões significativa.
O nome foi dado em referência a Pallas Athena, associada na mitologia grega à sabedoria, estratégia e inteligência.
Pallas costuma ser associada à inteligência estratégica, percepção de padrões, capacidade de avaliar situações, pensamento criativo e resolução de problemas.
Mas podemos aprofundar isso: Pallas é a lente através da qual a pessoa observa, interpreta e julga o mundo — e também a si mesma.
É o “fiel” que mede as consequências dos próprios atos, e consequentemente os atos alheios. (“Com a medida com que medirdes, vos hão de medir a vós.” – Mateus 7:2)
Pallas pergunta:
“Como devo interpretar essa situação para decidir o que fazer?”
Então Pallas não é exatamente a moral da pessoa. É mais o sistema de avaliação que ela utiliza para chegar às suas conclusões, e esse sistema pode funcionar consciente ou inconscientemente.
Temos então quatro perguntas:
1. Qual é a lente através da qual julga o mundo e a si mesma? Que tipo de critério utiliza para interpretar uma situação?
2. Como mede as consequências de seus atos? O que considera antes de agir?
3. Qual é o seu padrão de julgamento? O que tende a considerar certo, errado, adequado, inadequado, inteligente ou insensato?
4. Qual é a distorção dessa lente? Porque uma lente também pode produzir viés.
Pallas representa a lente através da qual interpretamos a realidade, julgamos a nós mesmos e avaliamos as consequências de nossas escolhas. É a inteligência que observa padrões, estabelece critérios e procura compreender qual ação faz mais sentido diante de uma situação.
Sua posição por signo mostra o tipo de critério utilizado para avaliar a realidade, as consequências que mais considera e o padrão através do qual tende a julgar a si mesma e aos outros.
Pallas pode mostrar não apenas como a pessoa julga os outros, mas o rigor com que aplica essa mesma régua a si própria.
Pallas nos 12 signos:
Pallas em Áries
- Lente: enxerga o mundo a partir da iniciativa, autonomia e capacidade de agir. Tende a avaliar as situações perguntando: “O que precisa ser feito?”
- Como mede as consequências: observa principalmente o efeito imediato de uma ação e se ela permitirá avançar.
- Padrão de julgamento: considera força, coragem e iniciativa como qualidades importantes.
- Rigor consigo: pode ser muito exigente com a própria capacidade de agir e se culpar por hesitar ou demonstrar fraqueza.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pela coragem de agir.”
Pallas em Touro
- Lente: avalia o mundo pelo que é concreto, estável, consistente e possui valor real.
- Como mede as consequências: observa se uma escolha produzirá segurança ou estabilidade no longo prazo.
- Padrão de julgamento: tende a confiar naquilo que pode ser experimentado, comprovado e sustentado.
- Rigor consigo: pode cobrar de si estabilidade constante e ter dificuldade em aceitar decisões que envolvam riscos ou mudanças.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pelo que elas conseguem sustentar.”
Pallas em Gêmeos
- Lente: observa informações, argumentos, contradições e diferentes possibilidades.
- Como mede as consequências: pensa nas alternativas e tenta antecipar o que poderá acontecer dependendo da escolha.
- Padrão de julgamento: valoriza coerência lógica, informação e capacidade de compreender diferentes pontos de vista.
- Rigor consigo: pode exigir que tenha sempre uma explicação racional para suas escolhas e ficar excessivamente presa à dúvida.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas por aquilo que consigo compreender.”
Pallas em Câncer
- Lente: interpreta a realidade através das emoções, vínculos e necessidades humanas.
- Como mede as consequências: considera principalmente como uma decisão afetará emocionalmente as pessoas envolvidas.
- Padrão de julgamento: avalia atitudes pelo cuidado, proteção, sensibilidade e impacto emocional.
- Rigor consigo: pode se responsabilizar excessivamente pelo bem-estar dos outros e julgar-se duramente quando sente que magoou alguém.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pelo que elas provocam emocionalmente.”
Pallas em Leão
- Lente: observa a realidade através da identidade, dignidade, criatividade e expressão pessoal.
- Como mede as consequências: considera se uma atitude preservará sua dignidade e permitirá expressar quem realmente é.
- Padrão de julgamento: valoriza autenticidade, coragem, generosidade e capacidade de assumir protagonismo.
- Rigor consigo: pode cobrar de si uma postura sempre forte, segura e admirável, tendo dificuldade em admitir insegurança.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pela capacidade de permanecer fiel a quem sou.”
Pallas em Virgem
- Lente: analisa detalhes, padrões, funcionamento e possíveis erros.
- Como mede as consequências: procura antecipar problemas e descobrir o que pode dar errado antes de agir.
- Padrão de julgamento: valoriza precisão, eficiência, competência e utilidade.
- Rigor consigo: muito elevado. Pode transformar a própria régua em perfeccionismo e encontrar defeitos mesmo quando o resultado já é suficientemente bom.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pelo quanto podem ser aperfeiçoadas.”
Pallas em Libra
- Lente: observa equilíbrio, reciprocidade, justiça e diferentes lados de uma questão.
- Como mede as consequências: considera como cada escolha afetará as relações e se haverá equilíbrio entre as partes.
- Padrão de julgamento: valoriza proporcionalidade, diplomacia e justiça.
- Rigor consigo: pode cobrar de si uma imparcialidade impossível e ter dificuldade em aceitar que algumas decisões inevitavelmente favorecem a si mesma.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pelo equilíbrio que elas produzem.”
Pallas em Escorpião
- Lente: procura aquilo que está oculto: motivações, interesses, medos, poderes e consequências que não aparecem imediatamente.
- Como mede as consequências: pensa vários passos à frente e procura descobrir o que poderá acontecer por trás da situação aparente.
- Padrão de julgamento: valoriza profundidade, lealdade, verdade e capacidade de perceber o que os outros não percebem.
- Rigor consigo: pode ser extremamente severa ao julgar suas próprias fraquezas, vulnerabilidades ou erros de julgamento.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pelo que existe por trás delas.”
Pallas em Sagitário
- Lente: observa princípios, valores, crenças e o significado mais amplo das situações.
- Como mede as consequências: pergunta se determinada escolha está de acordo com aquilo que considera verdadeiro e correto.
- Padrão de julgamento: valoriza coerência com seus princípios, liberdade e busca da verdade.
- Rigor consigo: pode cobrar de si fidelidade absoluta às próprias convicções e sentir que mudar de opinião significa trair seus princípios.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pela verdade que acredito estar seguindo.”
Pallas em Capricórnio
- Lente: observa responsabilidade, estrutura, resultados e consequências de longo prazo.
- Como mede as consequências: pensa no que uma decisão produzirá futuramente e se será capaz de sustentar suas responsabilidades.
- Padrão de julgamento: valoriza competência, responsabilidade, maturidade e resultados concretos.
- Rigor consigo: pode ser extremamente exigente, cobrando produtividade, controle e capacidade de suportar responsabilidades.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pelo que elas serão capazes de construir.”
Pallas em Aquário
- Lente: observa sistemas, padrões coletivos e possibilidades futuras.
- Como mede as consequências: considera não apenas o efeito individual, mas o impacto de uma decisão sobre grupos e sobre o futuro.
- Padrão de julgamento: valoriza liberdade, inovação, coerência intelectual e pensamento independente.
- Rigor consigo: pode exigir de si independência intelectual absoluta e rejeitar suas próprias necessidades emocionais por considerá-las pouco racionais.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas pelo que elas podem transformar.”
Pallas em Peixes
- Lente: percebe nuances sutis, emoções, atmosferas, símbolos e aquilo que não é facilmente explicado racionalmente.
- Como mede as consequências: considera o impacto subjetivo e emocional das escolhas e muitas vezes percebe intuitivamente aquilo que poderá acontecer.
- Padrão de julgamento: valoriza sensibilidade, compaixão, empatia e percepção do todo.
- Rigor consigo: pode duvidar da própria percepção, julgando-se por não conseguir transformar tudo o que sente em uma explicação objetiva.
- Síntese: “Julgo minhas escolhas também por aquilo que consigo sentir, mesmo quando não consigo explicar.”
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Signo
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A régua de Pallas
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Áries
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coragem e iniciativa |
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Touro
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estabilidade e valor
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Gêmeos
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lógica e compreensão |
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Câncer
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impacto emocional
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Leão |
autenticidade e dignidade
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Virgem
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precisão e eficiência
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Libra
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equilíbrio e justiça
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Escorpião
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profundidade e verdade
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Sagitário
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princípios e verdade
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Capricórnio
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responsabilidade e resultado
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Aquário
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liberdade e transformação
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Peixes
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sensibilidade e percepção |
Pallas não diz necessariamente o que a pessoa considera moralmente certo. Ela mostra o critério através do qual ela raciocina, avalia e julga.
Por isso duas pessoas podem chegar à mesma conclusão usando réguas completamente diferentes. E, principalmente, a régua que usamos para julgar o mundo costuma ser a mesma que usamos — conscientemente ou não — para julgar a nós mesmos.
