Peixes — Afrodite e Eros na Mitologia Grega

Na mitologia grega, uma das histórias associadas à constelação de Peixes envolve Afrodite, deusa do amor e da beleza, e seu filho Eros, deus do desejo amoroso.
Segundo uma das versões do mito, quando o monstruoso Tifão surgiu ameaçando os deuses, Afrodite e Eros precisaram fugir para escapar de seu poder. Para se protegerem, transformaram-se em peixes e mergulharam nas águas. Em algumas versões da narrativa, foram ajudados por peixes que os conduziram em segurança.
Em memória desse acontecimento, os dois peixes foram colocados entre as constelações do céu. Sua representação tradicional mostra dois peixes ligados por um cordão, simbolizando a conexão entre eles.
A origem do símbolo
A imagem de dois peixes unidos é uma das características mais marcantes de Peixes. Na tradição astrológica, essa figura passou a representar a dualidade, a sensibilidade e a ligação entre realidades diferentes.
Na astrologia, Peixes é um signo de Água, tradicionalmente regido por Júpiter e, na astrologia moderna, associado também a Netuno. Sua simbologia está ligada à imaginação, à empatia, à espiritualidade e à percepção do que ultrapassa os limites da realidade concreta.
A história de Afrodite e Eros oferece uma leitura simbólica interessante: diante do perigo, ambos encontram refúgio nas águas, elemento associado às emoções e ao inconsciente. Os dois peixes, unidos por um cordão, também podem representar a tensão entre direções opostas e a busca por integração.
Assim, o mito de Peixes nos convida a refletir sobre os vínculos afetivos, a capacidade de adaptação e a busca por harmonia entre os diferentes aspectos da existência.
Nota mitológica: existem diferentes versões antigas sobre a origem da constelação de Peixes. A associação com Afrodite, Eros e a fuga de Tifão é uma tradição conhecida, mas os detalhes variam entre as fontes.

